Detentos de quatro blocos fazem motim em presídio de Cruzeiro do Sul e quebram celas

O ato foi por conta da suspensão das visitas. Pelo quarto dia seguido, os policiais penais mantêm o acampamento em frente à Assembleia Legislativa do Acre e as visitas nos presídios do estado seguem suspensas neste sábado (4). Os policiais se negam a tirar banco de horas, cumprindo apenas o plano operacional padrão (POP), o que afetou as visitas nas unidades prisionais, que seguem suspensas desde o dia 17 de novembro.

O Iapen informou que pretende voltar com as visitas em todas as unidades prisionais no domingo (5). Um cronograma está sendo montado e deve ser divulgado ainda neste sábado.

Na quarta-feira (1), a categoria foi recebida recebida em audiência pública na Assembleia Legislativa do Acre. Após assembleia geral, a Associação dos Servidores do Sistema Penitenciário do Acre (Asspen) emitiu uma nota dizendo que a categoria não aceitou a proposta sobre o enquadramento da carreira para o nível superior.

O presidente da Asspen, Éden Azevedo, disse que o governo pediu para que os policiais suspendessem o ato em frente à Aleac neste sábado e domingo (5) e voltassem para as negociações na segunda (6). Contudo, os servidores não aceitaram o acordo.

“Queriam que a gente saísse de lá no sábado e no domingo e voltasse na segunda. Falamos que se a lei fosse para a assembleia a gente saía, mas não foi, então continuamos”, resumiu.

Protestos de familiares

Na sexta (3), familiares de presos de Sena Madureira, interior do Acre, fecharam a BR-364, km 273, em frente à unidade prisional, pedindo a volta das visitas. O ato terminou na manhã deste sábado e a rodovia foi liberada, conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF-AC).

No último dia 26, parentes dos detentos impediram a passagem de veículos na BR-364, na ponte do de Sena Madureira. Os manifestantes, em sua maioria mulheres, exigiam a volta das visitas nas unidades prisionais do estado.

Em Cruzeiro do Sul, mulheres de presos também fizeram um protesto, no dia 26 de novembro, pedindo o retorno das visitas no Presídio Manoel Neri da Silva. As manifestantes fecharam a Ponte da União, que fica sobre o Rio Juruá. Uma extensa fila de veículos chegou a se formar rapidamente após o fechamento da ponte.

Na capital acreana, as manifestações de parentes dos presos ocorreu no dia 25 de novembro. Os familiares se reuniram em frente ao Palácio Rio Branco e fecharam ruas no Centro da capital exigindo a volta das visitas nas unidades prisionais do estado.

As visitas nas unidades prisionais foram suspensas a primeira vez no dia 17 de novembro devido à paralisação dos policiais penais.

Já no dia 26 de novembro, o Iapen chegou a divulgar que haveria visitas no Complexo Penitenciário de Rio Branco. Porém, os familiares dos detentos foram surpreendidos com o aviso de que não poderiam entrar no presídio. No domingo (28), houve visitas na unidade de Rio Branco, com o apoio da Polícia Militar, mas em seguida, dois presos conseguiram fugir da unidade.

  • G1

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